Tênis
Zverev enfrenta Musetti em sua estreia como líder mundial no Masters 1000 de Paris, com Djokovic e Alcaraz também na competição.
Alexander Zverev estreia como número 1 do mundo no Masters 1000 de Paris nesta quarta-feira (4), contra o italiano Lorenzo Musetti, e assume o protagonismo em um torneio marcado pelas ausências de Jannik Sinner e do brasileiro João Fonseca, ambos fora por lesão. O evento em quadra dura até domingo (8), em Paris, com transmissão para o Brasil pela ESPN, na TV fechada, e pelo Disney+ no streaming.
Zverev estreia sob pressão de líder do ranking
Aos 29 anos, Zverev entra em quadra pela segunda rodada fazendo sua primeira partida desde que assumiu a liderança do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Cabeça 1 em Paris, ele herda o posto de principal favorito justamente na edição em que o campeão de 2025, Jannik Sinner, não atua por causa de uma lesão no joelho direito.
O duelo com Musetti ainda não tem horário definido pela organização, mas faz parte da programação desta quarta, que começa às 7h de Brasília. A expectativa é de casa cheia na quadra central para ver como o alemão lida com a nova condição de alvo a ser batido no circuito.
Sem Sinner e sem João Fonseca, que também está afastado por lesão, o Masters de Paris abre espaço para Zverev consolidar a liderança e para outros nomes brigarem por pontos importantes no fim de temporada. A mudança no topo do ranking mexe com o interesse de patrocinadores e transmissões, que direcionam holofotes para o novo número 1.
Djokovic quebra recorde de longevidade em Paris
Além de Zverev, o dia em Paris será de atenção para Novak Djokovic. O sérvio, heptacampeão do torneio, volta à quadra após uma virada dramática na estreia e aos 39 anos escreve mais um capítulo de longevidade no circuito.
Na terça (3), Djokovic venceu o monegasco Valentin Vacherot em três sets e entrou para a história local. “Aos 39 anos, Djokovic virou o jogador mais velho a vencer uma partida de chave principal em Paris”, registrou a organização do evento. O sérvio, cabeça 10, perdeu o primeiro set no tie-break, chegou a ficar 2/0 atrás no segundo e reagiu em 2h35 de jogo, fechando por “6/7 (5/7), 7/5 e 6/1”.
Na segunda rodada, Djokovic enfrenta o australiano Rinky Hijikata, 83º do ranking, que veio do qualifying e avançou com vitória tranquila sobre Luciano Darderi, por 6/2 e 6/2. O sérvio tenta seguir vivo no torneio que o viu levantar o troféu sete vezes e pode cruzar o caminho de Zverev nas quartas de final, caso ambos avancem.
Alcaraz também estreia; veja outros jogos do dia
Carlos Alcaraz, cabeça 2 em Paris e atual campeão de Viena, também estreia nesta quarta. O espanhol chega embalado pelo título conquistado no fim de semana e tenta confirmar o favoritismo num lado de chave que pode colocá-lo frente a frente com o francês Arthur Fils nas quartas, caso o jovem da casa confirme presença e supere as recentes dores na perna.
A programação do dia ainda prevê duelos como Alex de Minaur x Tomás Etcheverry, Daniil Medvedev x Ignacio Buse e Tomas Machac x Arthur Fils. Na outra ponta da chave, segue pendente apenas a conclusão da segunda rodada entre Rafael Jódar e Casper Ruud, marcada para o fim da tarde de terça, antes da rodada cheia desta quarta.
Entenda o contexto
O Masters 1000 de Paris é o último grande torneio da temporada regular masculina e costuma definir posições-chave no ranking e vagas em competições de fim de ano. Neste ano, o torneio ganha contornos diferentes com a combinação de fatores: Zverev chegando como novo número 1, Sinner interrompendo a temporada por lesão no joelho e Djokovic tentando esticar ao máximo uma carreira já histórica.
No Brasil, a ESPN transmite ao vivo os principais jogos na TV por assinatura, com narração em português, enquanto o Disney+ mostra a cobertura completa com várias quadras em paralelo. Não há exibição em TV aberta. As partidas começam às 7h no horário de Brasília, o que amplia a janela de audiência matinal e de meio de tarde para o público brasileiro.
Sem João Fonseca na chave principal, o tênis brasileiro acompanha à distância a reta final de temporada dos grandes nomes do circuito. O desempenho de Zverev, Djokovic e Alcaraz em Paris deve influenciar diretamente o topo do ranking e a narrativa que vai fechar o ano no circuito masculino.