Esportes
Mesmo com derrota no jogo de volta, Corinthians conquista título inédito do Brasileirão Sub-17 graças a gol contra decisivo.
O Corinthians faturou o Brasileirão Sub-17 pela primeira vez na sua história na noite desta terça-feira, ao perder por 3 a 1 para o Cruzeiro na Arena Independência, em Belo Horizonte, mas confirmar o título pelo placar agregado de 4 a 3 graças a um gol contra decisivo do goleiro Diogo na etapa final.
Como ficou o jogo do Cruzeiro x Corinthians sub-17 em 3 de novembro de 2026?
O Cruzeiro venceu o Corinthians por 3 a 1 no jogo de volta da final do Brasileirão Sub-17, às 21h30, na Arena Independência, mas o resultado não foi suficiente para tirar o título do time paulista, que havia feito 3 a 0 na ida, em São Paulo, e ficou com o troféu no agregado por 4 a 3.
Com a boa vantagem construída na Neo Química Arena, com dois gols de Lucca Caramico e um de Lucas Splichal, o Corinthians entrou em campo podendo perder por até dois gols de diferença. O primeiro tempo em Belo Horizonte foi de equilíbrio, com o Cruzeiro mais agressivo, mas parando em boas defesas do goleiro Gustavo Milani em finalizações de Ronald e Thaylon. Do outro lado, Iago Machado, Matheus Rocha e Kayque Dallaqua levaram perigo, mas sem alterar o placar.
Na volta do intervalo, o jogo mudou de figura. Logo aos 50 segundos, Milani deu rebote em cruzamento, e Miguel apareceu livre para fazer 1 a 0 para o Cruzeiro. Aos 6 minutos, o artilheiro Thaylon, destaque da competição, ganhou na força dentro da área e bateu cruzado para ampliar, chegando a 19 gols no campeonato e incendiando a final.
Empurrado pela torcida, o time mineiro seguiu em cima e chegou ao 3 a 0 aos 20 minutos, com Dudu, após sequência de finalizações dentro da área corintiana. O placar igualava o agregado e levava a decisão para os pênaltis, aumentando a pressão sobre a defesa comandada por Iago Machado e Ronaldo Henrique.
A resposta corintiana veio aos 30 minutos, num lance improvável. Pedro Nogueira arriscou de longe, a bola desviou, e o goleiro Diogo saltou para defender. Ele acreditou que a bola sairia por cima do travessão, ficou caído no gramado, mas a bola quicou em sua mão e entrou. A súmula registrou gol contra do goleiro, que transformou o placar em 3 a 1 e devolveu o título ao Corinthians.
Nos acréscimos, o Cruzeiro ainda teve a chance de marcar o quarto gol: Dudu recebeu entre os zagueiros e, cara a cara com Milani, tentou uma cavadinha. A bola, porém, explodiu na trave e saiu, selando a conquista corintiana.
Quem foi campeão do Brasileirão Sub-17 em 2026, Cruzeiro ou Corinthians?
O campeão brasileiro Sub-17 em 2026 foi o Corinthians, que levantou o troféu de forma inédita ao fechar a final contra o Cruzeiro com 4 a 3 no placar agregado. Mesmo derrotado por 3 a 1 em Belo Horizonte, o time paulista levou vantagem pelos 3 a 0 construídos em São Paulo.
Comandado por Guilherme Nascimento, o Corinthians alinhou Gustavo Milani; Pedro Nogueira, Iago Machado, Ronaldo Henrique e Wendel; Lucas Lopes, Lucca Caramico e Léo Rodrigues; Matheus Rocha, Rhyan Ladeira e Kayque Dallaqua. A equipe ainda contou com participação de jogadores como Lucas Splichal e Léo Amistá ao longo da campanha.
Do lado celeste, o técnico Wendel escalou Diogo; Otávio Gabriel, Luiz Índio, Bryan e Júlio Damique; Caique Santos, Eduardo Pape e Ronald; Miguel, Hugo Ferreira e Thaylon, este último artilheiro da competição com 19 gols e um dos nomes mais observados por olheiros e clubes.
A final foi apitada por João Marcos Gonçalves Fernandes, com auxílio dos assistentes Júlio César Souza Gaudêncio e Victor Augusto Camões de Abreu, além do quarto árbitro Jonas Alves Henrique e do árbitro de vídeo Douglas Schwengber da Silva.
Como o gol contra do Cruzeiro influenciou o título do Corinthians no Sub-17?
O gol contra do goleiro Diogo, do Cruzeiro, foi decisivo para o título do Corinthians porque quebrou a sequência de 3 a 0 construída pelos mineiros, que naquele momento levavam a decisão para os pênaltis, e recolocou o time paulista em vantagem no placar agregado.
Até o lance de Pedro Nogueira, o Cruzeiro havia devolvido o 3 a 0 do jogo de ida, resultado que zerava a diferença construída na Neo Química Arena. Com o chute de longa distância, o desvio e a falha de avaliação do goleiro — que pensou que a bola sairia, mas acabou empurrando-a para dentro ao tentar se recompor no gramado — o marcador caiu para 3 a 1 na partida. No somatório, 4 a 3 para o Corinthians, obrigando o Cruzeiro a marcar um quarto gol para levar a disputa aos pênaltis.
O impacto foi imediato: o time mineiro sentiu o golpe, precisou se lançar ainda mais ao ataque e passou a se expor aos contra-ataques, enquanto o Corinthians tentou segurar o resultado, valorizando a posse de bola e interrompendo o ritmo do adversário com faltas no meio-campo.
Mesmo assim, o Cruzeiro ainda criou a melhor chance dos acréscimos, com Dudu, que parou na trave. O lance de Diogo, porém, já havia mudado o roteiro da final e se tornou o símbolo do drama celeste e da festa alvinegra. Dentro de campo e também fora dele, o episódio tende a marcar a carreira do jovem goleiro, que agora terá de trabalhar o aspecto psicológico para seguir em evolução.
Entenda o contexto
O título desta terça-feira coroa a melhor campanha da história do Corinthians no Brasileirão Sub-17, disputado pela nona vez. Até então, o clube tinha como máximo resultado um vice-campeonato, e agora passa a figurar na lista dos campeões da categoria.
Na atual edição, o Corinthians foi vice-líder da fase classificatória, eliminou Flamengo e Bragantino no mata-mata e chegou à decisão contra o Cruzeiro, que também fazia sua melhor participação, com direito a classificação em cima do Fluminense e do rival Atlético-MG.
O troféu tem peso direto para a base corintiana. Jovens como Lucca Caramico, Lucas Splichal, Pedro Nogueira, Gustavo Milani, Rhyan Ladeira e Léo Rodrigues ganham visibilidade e se valorizam no mercado, o que tende a atrair mais investimentos e patrocinadores para o departamento de formação do clube. A presença do zagueiro Iago Machado, já integrado ao time profissional, reforça a ponte entre as categorias.
No Cruzeiro, apesar da frustração, a campanha fortalece o trabalho na base, especialmente pela explosão de Thaylon, artilheiro com 19 gols, e pela capacidade de reação mostrada na final em Belo Horizonte. A tendência é que o clube use a experiência para ajustar a transição dos talentos e buscar títulos nas próximas temporadas.
Dentro do cenário mais amplo do futebol brasileiro, a decisão com virada parcial, gol contra decisivo e forte acompanhamento da torcida e da mídia confirma o crescimento de interesse pelas categorias de base. As partidas são transmitidas ao vivo, acompanhadas em tempo real e já geram engajamento expressivo — a cobertura da conquista corintiana, por exemplo, somava 22 mil visualizações em poucas horas em um dos principais portais especializados.
Fora de campo, a noite alvinegra ainda teve outro momento de bastidor de repercussão: o técnico Seedorf, hoje à frente do time profissional do Corinthians, voltou a tensionar a relação com a imprensa ao dizer a um grupo de repórteres que “vocês são hóspedes”, em contexto de reprimenda a perguntas feitas no clube.
Após a festa pelo título, o foco da base do Corinthians se volta agora ao Campeonato Paulista Sub-17, no qual o time comandado por Guilherme Nascimento volta a campo já neste sábado, em clássico contra o São Paulo, mantendo a vitrine aberta para a nova geração alvinegra.